Trabalho há trinta anos na fronteira entre tecnologia e negócio. Hoje lidero a ImagineLabs, uma empresa de inteligência artificial, e divido meu tempo entre ela e projetos em outras empresas.
Este site é mais uma conversa do que um currículo. Se você quiser os fatos organizados, meu LinkedIn e o currículo em PDF dão conta disso. Aqui eu prefiro mostrar de onde vem meu jeito de pensar e de trabalhar.
Um caminho pouco linear.
Comecei em tecnologia e dados, numa época em que database marketing e business intelligence ainda precisavam ser explicados.
Depois passei para o outro lado da mesa. Virei executivo, fui CEO e passei anos responsável não apenas por uma área, mas pelo negócio inteiro.
Mais tarde voltei a trabalhar diretamente com transformação digital, produto e tecnologia. Hoje, na ImagineLabs, essa trajetória se encontra novamente com dados e ciência, agora em inteligência artificial.
A tecnologia mudou inteira desde que comecei. A pergunta que me interessa mudou bem menos: como transformar informação e tecnologia em uma decisão, um produto ou uma operação melhor?
Problemas que me interessam.
Gosto de situações em que está claro que alguma coisa precisa mudar, mas ainda não está claro se o problema é tecnologia, dado, processo, produto, organização — ou uma combinação deles.
Dados e IA
Quando começam por uma decisão ou por um problema real, não pela vontade de usar tecnologia.
Construir o que não existe
Uma área, um produto, um canal, um time ou uma nova forma de operar.
Fazer funcionar
A parte em que a ideia precisa sair da apresentação e funcionar no mundo real.
Como eu trabalho. Não é um método fechado.
Não chego com resposta pronta nem com framework. Converso com quem opera, olho o número e olho o que o número esconde, e procuro onde a empresa perde tempo ou dinheiro sem perceber. No fim eu digo o que achei — inclusive quando não é o que me chamaram para resolver. É curto por natureza: semanas, não meses.
IA não começa no modelo. Começa numa decisão que você quer mudar. Daí vêm as perguntas necessárias: onde está o dado, se ele presta, quem cuida dele, o que já existe de infraestrutura, o que vai precisar existir, quem faz e em que ordem. Fechar essa conta antes de alguém escrever a primeira linha de código ajuda a separar um projeto que entra em produção de um que morre em prova de conceito.
Ajudo a decidir o que entra na primeira versão e o que fica para depois, a montar ou completar o time e a segurar o escopo quando ele começa a crescer sozinho. Prefiro uma coisa pequena funcionando em produção a um plano grande no papel — porque só a primeira ensina alguma coisa.
Depois que a coisa está de pé, o risco passa a ser também de rotina: na primeira urgência, o time tende a voltar para o jeito antigo. Então fico num ritmo combinado, olhando o que travou e ajudando a decidir o que muda e o que fica como está. O objetivo é o time precisar cada vez menos disso. Se depois de seis meses eu ainda for necessário do mesmo jeito, alguma coisa deu errado.
Esse jeito de trabalhar atravessa setores; experiência de operação, não. Varejo e consumo é onde operei de dentro e conheço a parte que não aparece: estoque, prazo, fornecedor, margem, loja, digital e o atrito entre tudo isso. A maior parte do que fiz foi em empresas de médio e grande porte.
De onde isso vem.Do mais recente para trás.
- 2024 – hojeImagineLabsCEO
Ciência e inteligência artificial com a obrigação de chegar ao mundo real.
Meu trabalho é fazer a travessia entre pesquisa, tecnologia, produto e negócio, trabalhando com cientistas, engenheiros e desenvolvedores para transformar capacidade técnica em alguma coisa que opere, tenha usuário e faça sentido economicamente. Na ImagineLabs Sports, essa lógica aparece em produtos como o TotalTennis e o TotalSkate: câmeras, visão computacional, dados, infraestrutura e software combinados para transformar o que acontece numa quadra ou pista em informação e experiência. O TotalSkate é uma parceria estratégica com a STU.
- 2018 – hojewt+f8Sócio fundador
Entrar fundo o suficiente para entender o problema, ajudar a colocar a solução de pé e não criar dependência.
Consultoria de estratégia, digital e dados. Nasceu de uma imersão de três meses em São Paulo, liderando um time para estruturar uma área digital do zero. O formato acabou virando a consultoria.
- 2016 – 2017Vitao AlimentosConselheiro
Posicionamento digital e estruturação do canal de e-commerce.
- 2014 – 2017InbrandsDiretor de e-commerce, CRM e omnichannel
Seis marcas ao mesmo tempo: Richards, Bobstore, Salinas, Ellus, Tommy Hilfiger e VR.
Eu pilotava uma agência de marketing digital e uma área de desenvolvimento de software que atendiam operações com públicos, necessidades e ritmos diferentes. Black Friday era uma operação especialmente intensa, em que marketing, tecnologia, logística e atendimento precisavam funcionar juntos. A empresa atravessou um período difícil e encolheu bastante — foi um aprendizado grande sobre transformação digital dentro de uma organização complexa e sob pressão.
- 2007 – 2013FarmCEO
Seis anos responsável pelo negócio inteiro: o varejo próprio foi de 14 para 52 lojas e o valor da operação foi multiplicado por oito.
Eu respondia pelas quatro dimensões do negócio — comercial, criação, industrial e logística — e acompanhava de perto a expansão física. Também montamos o primeiro e-commerce da Farm. Ele já nasceu relevante e cresceu até chegar ao limite da infraestrutura que tínhamos desenhado. Aprendemos com a primeira versão e construímos a segunda: ampliamos a infraestrutura, a capacidade de processamento de pedidos e a gestão de estoque, evoluímos a experiência e integramos melhor o canal à lógica de preços, promoções e aos demais canais. O e-commerce cresceu até representar faturamento equivalente a cerca de seis lojas físicas. Estruturamos ainda a cadeia de fornecimento da Ásia ao Brasil, que chegou a 35% do sortimento com margem superior, e construímos a relação com a adidas Originals que daria origem à parceria global — três coleções co-criadas, vendidas em mais de 130 países. Foi onde aprendi, na prática, que estratégia só existe quando sobrevive à operação — e que tecnologia precisa acompanhar o crescimento do negócio.
- 2004 – 2007i9BrasilSócio e diretor de projetos
Marketing de relacionamento e dados para empresas de setores bem diferentes.
Entre elas Farm, Animale, Wollner, Profarma, Qualifarma e João Fortes Engenharia. Foi também quando comecei a conviver mais diretamente com os problemas do cliente, não apenas com os dados.
- 2000 – 2003Software DesignGerente de Database Marketing
Montei e respondi pela unidade de database marketing.
Projetos de business intelligence com ECAD e Ponto Frio e comunicação digital em grande volume com o Shoptime. Dado nunca foi um fim em si mesmo: precisava mudar alguma decisão.
- 1995 – 1999NCE / UFRJ e a primeira empresaCoordenador técnico da pós-graduação em Gestão de TI · sócio fundador
Foi onde comecei a transformar informação em decisão, e nunca mais saí disso.
Definia o conteúdo dos programas executivos de tecnologia da informação e database marketing, e montei nessa época minha primeira empresa, de .
Hoje se chamaria inteligência de cliente. Era juntar o que a empresa já sabia sobre quem comprava dela e usar isso para decidir alguma coisa — o que oferecer, para quem, quando. A internet comercial mal existia no Brasil. A tecnologia mudou inteira desde então; a pergunta continua a mesma.
O que eu sei fazer.
- Dados e IA
- Database marketing, business intelligence, arquitetura e qualidade de dado, IA aplicada a produto, visão computacional.
- Varejo e consumo
- E-commerce, CRM, omnichannel, expansão de lojas, cadeia de fornecimento e sourcing na Ásia, operação de marca.
- Produto e tecnologia
- Definição de escopo e primeira versão, integração entre canais, montagem e formação de time técnico, do piloto à operação.
- Gestão
- Direção geral de empresa, responsabilidade por resultado, transformação digital, estruturação de área nova.
Formação.
Minha formação acabou antecipando boa parte da carreira: tecnologia, gestão e varejo.
- Matemática e Informática — UFRJ / FACCGraduação
- Gestão de TI e Marketing — UFRJPós-graduação
- Varejo — Provar FIA/USP, 2008–2009Pós-graduação, com os módulos internacionais do MBA de Varejo nos Estados Unidos e na Europa
Trabalho com sigilo, respeito ao tempo de quem me procura e sem enrolação. Se alguma coisa aqui fez sentido para você, é só me chamar.
Currículo em PDF: português · inglês.
Referências, é só pedir.
walbuquerquejr@gmail.com·LinkedIn·Rio de Janeiro